sábado, 23 de maio de 2009


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Conheço Edvaldo desde 1980. Eu era estudante de jornalismo em Londrina e ele apareceu no DCE com uma trupe de malucos, propondo um show. Em vez de ligar antes, fazer algum contato, já apareceu com seu grupo Matéria Prima. Se não me engano, a formação era Alemão (violão e guitarra), Tiziu (bateria), não lembro quem fazia o baixo, Edvaldo (violão e voz) e Akira Yamazaki, lendo alguns poemas no meio do show. Os caras logo se espalharam pelas repúblicas de Londrina, arrumaram umas namoradas e nós conseguimos rapidamente dois shows no anfiteatro do Colégio Positivo.

Eram outros tempos. As coisas rolavam de outro jeito. Edvaldo e sua banda cantavam umas músicas com letras ásperas. Na época, já era um cronista da periferia brava de São Paulo. Mas também tinha uma malandragem desencanada. Além da música, fiquei impressionado com o tanto que os caras comiam no restaurante universitário. Pareciam estivadores. Depois eu desencanei do movimento estudantil. Em vez de passar as tardes no DCE, ficava lendo, ouvindo música, escrevendo ou jogando sinuca nos botecos da rua Santa Catarina ou da av. Celso Garcia Cid. Edvaldo continuava tocando e se virando em São Miguel Paulista, na perifa de São Paulo.

Vez em quando reaparecia em Londrina. Foi nessa época que surgiram nossas primeiras parcerias. Coisas que nunca foram gravadas e acho, sinceramente, que não vale a pena. Até hoje não entendo como Robinson Borba sabe cantar uma dessas parcerias: “O Sabiá”. Não sei como ele soube dessa canção. Bom, em 1986 eu vim pra São Paulo para trabalhar no Caderno 2 do Estadão. Um dos subeditores do caderno era Caio Fernando Abreu. A imprensa também era outra. Fazia uns três ou quatro anos que não encontrava Edvaldo. Um dia ele me ligou na redação. Disse que havia passado quase um ano no Rio de Janeiro, mudando de rumos, inclusive musicais. Marcamos uma ponta e logo começamos a compor juntos. Nos víamos com freqüência.

Trocávamos idéias com a mesma intensidade que bebíamos. Foi nesse período que surgiram parcerias como “Muito Prazer”, “Samba do Japa” e outras que ficaram na gaveta. Nessa época tudo estava acontecendo com muita rapidez. Eu namorava a cantora Fortuna e Leminski passou quase um ano hospedado no apartamento dela. Foi aí que Edvaldo conheceu Leminski e ambos acabaram compondo algumas coisas juntos, inclusive uma que ele nunca gravou: “Surra”, um poema punkíssimo. Nos anos seguintes eu mudei várias vezes de casa, casei com Simone, tivemos Naiara e Yan, Edvaldo casou com Suely e teve a Carol, que se tornou a melhor amiga da Naiara e no meio disso tudo continuamos compondo.

Em 1992 eu morava numa casa espaçosa no Butantã e Edvaldo estava gravando o primeiro disco solo, “Lobo Solitário”. Inventamos de produzir uma foto com um estilo bem bluzeiro. Essa aí em cima. Chamamos o fotógrafo e amigo Milton Michida. Foi tudo improvisado. Ninguém tinha grana pra “produzir” uma sessão de fotos. Resolvemos molhar o chão do corredor e jogar uma contra-luz: os faróis acessos de um velho Passat que eu tinha. Era essa luz, esse clima, a fumaça do cigarro, a postura de Edvaldo encostado bem na quina da parede, era isso que queríamos. Uma imagem meio anos 50. Tá na contracapa do cd. Não é exatamente esta foto, mas é da mesma sessão. Quase idêntica.

E foi assim que as coisas foram acontecendo. E essas são algumas das histórias que provavelmente vão surgir neste sábado. No mesmo esquema das outras noites que já rolaram no projeto Parcerias: A Voz da Poesia: meia-hora de bate-papo e depois o show (entremeado com mais histórias e informações). Edvaldo vai tocar com o percussionista Ricardo Garcia. Além das nossas parcerias, vão rolar outras com Glauco Mattoso, Paulo Leminski, Akira Yamazaki, Arnaldo Antunes, etc e tudo.

Muita poesia, muita música, muita informação e muitas histórias. É justamente isso que tem sido muito legal nesse projeto.

Ademir Assunção


Vasco 'deslancha' no fim e vence
o Atlético-GO por 3 a 0

A nau vascaína segue de vento em popa em sua viagem de retorno à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, em 2010. Neste sábado, em São Januário, a equipe cruzmaltina bateu o Atlético Goianiense, por 3 a 0, gols dos atacantes Elton e Edgar, e do lateral-esquerdo Ramon.
PRINCIPAIS LANCES DO JOGO
PRIMEIRO TEMPO
8min - Elias bateu cruzado e a bola passou com muito perigo rente à trave esquerda do goleiro do Vasco.
12min - Novamente Elias, que entrou na área e chutou forte. Mas dessa vez Fernando Prass fez uma bela defesa.
43min - Depois de uma sucessão de faltas, Pituca recebe o segundo amarelo na partida e é expulso. O volante do Dragão facilitou as coisas para o Vasco.
44min - GOOOOLLLL DO VASCO!!! - Pela direita de ataque, o lateral Paulo Sérgio cruza a bola na cabeça de Elton, que sobe mais do que a zaga e coloca o Vasco na frente.
SEGUNDO TEMPO
9min - Wesley faz fila na defesa cruzmaltina e chutou forte no ângulo de Fernando Prass. O camisa 1 voa e pratica uma linda defesa.
22min - Depois de um chute de fora da área, Gil pega o rebote e manda para fora.
29min - GOOOOLLLL DO VASCO!!! - Edgar, que acabara de entrar, realiza ela jogada indivudual e marca o segundo.
48min - GOOOOLLLL DO VASCO!!! - O lateral Ramon é lançado pela esquerda, finge que vai cruzar e bate cruzado para fechar o marcador.

Com o resultado, o Cruzmaltino reassumiu a liderança da Série B do Brasileirão com 100% de aproveitamento, com nove pontos em três partidas. O Guarani também tem a mesma pontuação, mas aparece em segundo por causa do saldo de gols (quatro contra seis). O Atlético Goianiense vem em nono lugar, com seis pontos. Na próxima rodada da competição, no sábado, o Cruzmaltino vai enfrentar o Paraná, no Estádio Durival de Britto, em Curitiba, às 16h10. Já o Atlético Goianiense jogará em casa, na sexta, às 21h, contra a Ponte Preta, no Estádio Serra Dourada.

"Artilheiro? Quem dera. Fico feliz por ter feito mais um. Esse é o grupo, não somos um Vasco de estrelas. É o Vasco que a Série B precisa. Vamos em busca do título", disse o lateral Ramon, que fez o terceiro da partida.

Com um bom público no Estádio de São Januário, o Vasco iniciou a partida com um bom ritmo e boa velocidade na saída de bola. No entanto, apesar da presença marcante do público, a torcida cruzmaltina não estava tão empolgada como nos compromissos recentes pela Copa do Brasil e pela mesma Série B. Sem muita pressão externa o Atlético Goianiense demonstrou calma e tranquilidade na defesa e na distribuição rápida das jogadas de contra-ataques.

Tanto que aos nove minutos foi dos visitantes a primeira chance clara de gol. Elias recebeu pela direita de ataque, penetrou na área e chutou cruzado. A bola passou próxima da trave esquerda do goleiro Fernando Prass. Minutos depois o mesmo Elias voltou a criar perigo, mas em algumas poucas descidas pela esquerda, por intermédio do lateral Ramon, o Vasco também criou boas jogadas. Porém, o Atlético Goianiense conseguiu encaixar a sua marcação e dificultou as coisas para os donos da casa.

Mas o erro do Atlético foi optar pela tática das faltas repetitivas. O meia Carlos Alberto sofreu entradas duras de todos os volantes adversários, quase se irritou e conseguiu colocar a cabeça no lugar para não revidar. Aos 23, o Atlético só não abriu o marcador por causa da bela defesa do goleiro Fernando, que salvou uma cobrança de falta de Alysson. A torcida do Vasco já temia pelo pior, mas depois de várias faltas consecutivas, o volante Pituca recebeu o segundo cartão amarelo na partida e foi parar no chuveiro mais cedo, aos 43.

No minuto seguinte, Paulo Sérgio levantou a bola na área e o atacante Elton subiu mais que toda a defesa do Atlético para cabeçear para o gol: 1 a 0. O primeiro tempo acabou com a torcida vascaína em festa, mas o técnico Dorival Júnior deixou o campo insatisfeito com o que viu.

Mais pancada. Em menos de 30 segundos de bola rolando na etapa final, o meia Carlos Alberto recebeu duas faltas quase que seguidas. Ou seja, a tática do adversário era tentar tirar alguém do Vasco do sério. Não deu certo. Com um homem a mais, a equipe do técnico Dorival Júnior não soube aproveitar a vantagem numérica em campo. O jogo estava morno, mas era fácil perceber que o melhor caminho para o segundo gol eram as duas laterais. Tanto Paulo Sérgio quanto Ramon tiveram muita liberdade para atacar, mas o Vasco parecia travado.
A torcida cruzmaltina acordou aos nove minutos, mas foi por causa de um susto. Wesley fez fila na defesa e bateu forte no ângulo do goleiro Fernando Prass se esticou todo e salvou o Vasco de sofrer o empate. Em reconhecimento, teve seu nome gritado na arquibancada. O perigo deveria ter servido para acordar o Gigante da Colina, mas não foi isso o que aconteceu.

Por duas vezes, por intermédio de Jairo, de cabeça, e Wesley, o Dragão teve oportunidades claras de deixar tudo igual em São Januário. O olhar de preocupação do técnico Dorival Júnior era a certeza de que as coisas estavam longe do ideal. Só que, aos 29, o sorriso no semblante do comandante cruzmaltino dizia que tinha coisa boa no ar: o volante Nilton lançou Edgar, ele fez bela jogada individual e mandou a bomba para ampliar.

Após sacramentar a vitória, o Vasco teve mais calma para tocar a bola e fez o tempo passar. Batido, o Atlético até tentou pressionar, mas sem muito perigo. Aos 48, o camisa 6 Ramon ainda teve tempo para deixar a sua marca. Depois do apito final os cruzmaltinos puderam comemorar e já começaram a voltar suas atenções para o Corinthians, adversário da quarta-feira, pela primeira partida das semifinais da Copa do Brasil.


e-mail da nossa amiga Ana Gusmão de Belo Horizonte.
Gente, é revoltante. A gente sempre soube dessa censura mas o vídeo explicita várias coisas.
Eu, como jornalista, tô revoltada. Não deixem de ver.
Assistam a este pequeno vídeo sobre a imprensa de Minas Gerais e suas relações com o governador Aécio Neves:
http://www.youtube.com/watch?v=R4oKrj1R91g








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